O Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (CIM-AMREC) autorizou a elaboração do diagnóstico técnico e do plano de trabalho para a limpeza emergencial do Rio Urussanga. A ordem de serviço foi assinada entre o CIM-AMREC e a Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina (SATC), responsável pela elaboração dos estudos. O ato ocorreu durante as comemorações da MaggioFest, em Morro da Fumaça.
A presidente do CIM-AMREC, Ângela Ghislandi, destaca que o estudo é uma etapa fundamental para o planejamento regional em meio ambiente e proteção civil. “Estamos tratando de uma demanda que impacta diretamente vários municípios da bacia. Esse levantamento técnico vai permitir que a região tenha um planejamento consistente para buscar soluções efetivas para o Rio Urussanga”, afirma.
O prefeito de Morro da Fumaça, Eduardo Guollo, ressalta que a iniciativa é resultado de uma construção entre os municípios. “A limpeza do Rio Urussanga é uma demanda que ultrapassa os limites de um único município. Estamos unindo esforços para construir uma solução regional, baseada em critérios técnicos, que permita avançar de forma organizada na recuperação do rio”, destaca.
Conforme o projeto, o trabalho prevê diagnóstico técnico, definição das áreas prioritárias e apoio especializado para planejar as ações de desassoreamento e limpeza emergencial em 43,5 quilômetros do leito principal do Rio Urussanga. O estudo envolve os municípios da Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga e terá prazo inicial de 90 dias para conclusão, podendo ser prorrogado por mais 30 dias mediante justificativa técnica.
Atualmente, dez municípios integram a Bacia Hidrográfica do Rio Urussanga. Cocal do Sul e Morro da Fumaça estão totalmente inseridos na área. Balneário Rincão, Criciúma, Içara, Jaguaruna, Pedras Grandes, Sangão, Treze de Maio e Urussanga possuem parte de seus territórios abrangidos pela bacia.
A expectativa é que o diagnóstico reúna as informações necessárias para orientar futuras ações de limpeza e desassoreamento. O trabalho deve contribuir para a definição das áreas prioritárias, a redução dos riscos de alagamentos, a melhoria das condições ambientais e a preservação de um dos principais recursos hídricos da região.

